Por GS.
De volta aos palcos há um
pouco mais de um ano, os cariocas do Ataque Periférico estão em estúdio preparando
o seu novo projeto, “O CICLO”, ... só que desta vez, o “ataque” será um pouco
mais, digamos, ousado e polêmico.
Com nova formação e uma
bagagem bem pesada (na pista a mais de uma década), conversamos com o frontman
da banda, Valcimar Lucas, único sobrevivente desde a primeira formação, que falou do novo álbum, de seu projeto como produtor
e os planos futuros pra banda.
Confira a pedrada que está por vir!
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| Foto por Nathy Santos |
MD: Valcimar, como se deu o
processo de criação do novo álbum do Ataque Periférico?
VL: Compor um álbum em 2013 é
“mais fácil” do que em 2002 e 2005,
a tecnologia nos ajudou muito. No começo ia ser daquela
forma “faz as musicas e eu faço as letras” e vê no que dá, porém o boca sugeriu
que fizéssemos um disco com uma historia, personagens, enfim um disco temático,
e foi o que fizemos. Com uma historia pronta ele partiu da ideia de musicar
essa história em conjunto com Danilo e o Chuva. Com as musicas prontas eu
tratei de transformar a ideia em letras.
A tecnologia ajudou muito,
por conta que nem sempre os 4 estavam presente nos ensaios de composição, dai
as musicas eram filmadas e disponibilizadas no dropox para quem não no foi
pegar a musica e fazer sugestões. Com elas prontas, fizemos uma gravaçãozinha
pré na casa do Boka e comecei a escrever as letras ouvindo o instrumental em
formato mp3. Enfim, usamos bem a tecnologia (risos).
MD: Existe algo de diferente
neste novo projeto?
VL: Dependendo do ponto de vista
tem sim, mas no fundo no fundo é um disco do ataque periférico com uma pegada
ainda mais thrash do que o disco anterior, muito por conta da nova formação e a
bagagem musical dos novos integrantes. Porém, tivemos uma preocupação para que
o disco ainda tenha a mesma essência musical e de idéias do Ataque Periférico.
E posso falar que é o Ataque Periférico. Ouvir o disco vai precisar de uma boa
dose de boa vontade e desprendimento ao que se refere o pensamento mais
ortodoxo do hardcore.
MD: As composições do Ataque
normalmente retratam coisas do cotidiano, manipulação e favela. O que tem de
diferente neste novo álbum?
VL: Continuamos falando da mesma
coisa de uma forma diferente. Como eu disse, quem tiver boa vontade vai sacar
que se trata das mesmas coisas que sempre tratamos nos discos anteriores, quem
não tiver, vai achar que é um disco polêmico. Eu acho que vai ter polêmica!
MD: Quem está por trás da
gravação do novo Full?
VL: A Gravação do disco ficará a
cargo do Rafael, ex-guitarrista do Ataque Periférico e atualmente no Deus
Castiga. Ele tem se destacado muito em algumas produções recentes. Ele mais do
que qualquer outro produtor no mundo vai ter um carinho todo especial em gravar
esse disco e tirar a sonoridade que queremos.
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| Foto por Nathy Santos |
VL: Não tenho ouvido nada de
diferente ao ponto de influenciar na composição desse álbum, no meu carro tem
tocado muito o disco ao vivo do CxFxCx, lá do Rio Grande do Sul. Também andou
tocando muito o disco do Incendial, mas creio que não tenha influência.
MD: Sobre a distribuição do
material, já existem parcerias para o lançamento? Onde será lançado
(distribuído)?
VL: Hoje lançar um disco físico
é muito mais complexo, principalmente no esquema de selos. Porém, já estamos
apalavrados com alguns amigos que demonstraram interesse em lançar como o
Mozine (laja Record) e o Kaka (xaninho discos falidos), uma parte deve ser
lançado pelo (Break Vuadô Produções barulhentas) que é a minha “produtora de
shows/tour/selo”. Estamos conversando com
outras pessoas e algum selo de fora do Brasil, mas nada 100% fechado, apenas os
2 candangos citados acima.
MD: O Ataque está com nova
formação. Quem são os camaradas e como se deu o ingresso na banda?
VL: A formação do Ataque Periférico
é: Valcimar Lucas – Voz, Thiago Bocaiuva – Guitarra, Danilo Silva – Bateria e Rodrigo
Chuva – Baixo.
Em 2010 a banda deu uma parada
com a formação: Valcimar, Rafael, Ricardo e Athos. Em 2012 voltamos com a mesma
formação sem o Rafael, entrando o Boca, em seguida o Ricardo saiu e convidamos
o Danilo, e no final do ano passado o Athos saiu e convidamos o Chuva. Assim
que o Chuva entrou estávamos começando o processo de produção do álbum, e ele
tem participado muito desse processo, tanto é que ele fez apenas um show, ou
nenhum pois o show q ele tocou, o amplificador de baixo estourou no inicio do
show (risos).
MD: Valcimar, ultimamente
você tem atuado como produtor de alguns eventos, e já trouxe alguns nomes
internacionais do hardcore como Billy The Kid, CxFxC e até Cripple Bastards
para tocar no Rio. Como tem sido trabalhar com isso?
VL: Olha, é total prazer! Na
verdade produção veio antes mesmo de ter banda. O lance de ter banda se deu
mais pelo fato de você fazer uma correria fodida, ajudar muita gente e pouca
gente aproveitar as oportunidades... ou até mesmo não saber agradecer ou te
usar! Depois já com o ataque periférico, eu sempre estive envolvido com lance
de organizar shows. Sempre curti esse lance de trazer as bandas de fora pra
tocar na minha cidade. Com o nome de Break Vuadô começou com o show do Cripple
Bastards em abril de 2012, o Andrea (baixista) disse que viriam para o Brasil e
queriam tocar no Rio de Janeiro com a gente. Como eles já tinha feito um show
nosso em Cremona-Itália, eu no mínimo tinha uma dívida de gratidão, porém era o
Cripple Bastards, né? Aquela banda foda na qual nos primeiros ensaios da banda
lá no inicio dos nos 2000 nós tentávamos imitar toscamente. Depois disso venho
ajudando bandas de amigos a tocar aqui no Rio, ou organizando shows de bandas
que outros amigos organizam no Brasil, foi assim com o Billy the Kid.
MD: Muitos shows de bandas
reconhecidas internacionalmente não têm rendido o público esperado. O que você
acha que acontece?
VL: O que acontece é que existe
muita concorrência, muitos shows rolando meio que divide mesmo, o publico se
renovou também. Às vezes o show que pra mim e pra você é imperdível não é para
outros! As pessoas que não organizam não fazem muita ideia do custo do show,
dai acham que uma banda da Itália como Cripple Bastard tocando a 30 reais é
caro! Apesar de eu achar que dado às condições, shows do Antrax e Misfits no
mesmo dia, deu uma galera boa! Mas no Rio é muito fragmentado.
MD: Tem mais alguma produção
de show a vista?
VL: Engatilhado só o lançamento
do disco do Ataque no final do ano, como selo, mas com certeza iremos fazer uns
shows de lançamento e vou querer fazer esses shows com bandas amigas de fora do
rio, tenho alguma ideia mas confirmado mesmo nenhuma banda ou show! O lance do
Break Vuadô é muito lance de oportunidade também, estou te dando essa
entrevista, e daqui a pouco pode rolar de ter uma banda de fora vindo pro
Brasil, querendo tocar no Rio e....
MD: Quais os planos pra
banda agora com novos integrantes e com esse novo trabalho?
VL: Primeiramente, lançar esse
disco e depois sair pelo país pra divulgar o álbum.
MD: Bom, fique a vontade
para deixar um recado.
VL: Ataque periférico está de
volta a mais de um ano. Estamos tocando pouco, é verdade! Mas estamos focados
na composição desse álbum. A partir de dezembro iremos cair na estrada e tocar em
várias cidades. O ataque sempre foi visto como uma banda de estrada e esse
sentimento não morreu!
MD: Obrigado Valcimar pela
entrevista e boa sorte pra vocês nesta nova fase!
Este é o quarto álbum
da banda e está previsto pra chegar às mídias em dezembro. A arte do Full está
a cargo do guitarrista da banda (Boca). Fica então um mistério sobre o que esperar do "O Ciclo". “Este é o nome que melhor sintetiza a ideia da temática desse disco que constará de 12 faixas que serão um pouco
maior do que as de costume". Completa Valcimar.
Saiba mais sobre a banda no:
Contato: ataqueperiferico@gmail.com
MD.





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