sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ENTREVISTA: PLASTIC FIRE E O FINANCIAMENTO COLETIVO DO PROJETO CATARSE

Embalados pelos shows e pela grande repercussão que tem alcançado, os cariocas do PLASTIC FIRE aproveitaram o ensejo e embalaram o projeto CATARSE/FINANCIAMENTO COLETIVO, que conta com a "ajuda" antecipada do público que irá adquirir o álbum antes de ser lançado. A ideia é alcançar um valor estimado (que de acordo com a banda é um pouco alto) para compor o seu novo álbum, CIDADEvelozCIDADE... ou seja, vender o peixe antes de tirar do mar. 

A gravação do novo disco se dará com a parceria do Estúdio Superfuzz, com Gabriel Zander na produção e Flavio Flock responsável pelo projeto artístico. Além de 3 importantes selos independentes (Urubuz Records, SpiderMerch Brasil e Burning London Sounds), que serão responsáveis pela prensagem do disco físico. O álbum constará de 14 musicas, sendo 2 músicas bônus, exclusivas para quem participar do projeto.

No projeto existe 21 formas opcionais de adquirir o Novo CD da banda. Cada contribuição da direito a um pacote que inclui CD, camisa, músicas extras, nome no encarte e etc. O CATARSE está rolando desde o começo do mês e já beira os 50% do esperado. O que parece ser um bom resultado.

Aproveitamos então pra bater um papo rapidão sobre o projeto com o guitarrista da banda, Daniel Avelar.

MD - Como surgiu a ideia do projeto?
DANIEL - Surgiu durante o ensaio, entre uma musica e outra, a ideia mesmo foi do Felipe (batera), demoramos para aceitar tal sugestão mas ele acabou convencendo a todos nós de que isso seria a melhor solução.

MD - Já tinha visto algo parecido?
DANIEL - Já havíamos visto alguns projetos nacionais sim, não era uma 'novidade' exatamente, lemos alguns e usamos alguns como referência. Demoramos cerca de 1 mês para bolar tudo.

MD - Como se deu os contatos dos selos e a ideia de gravar no mesmo local do ultimo disco?
DANIEL - Os 3 selos (Urubuz, SpiderMerch e Burning London) foi um processo natural também. Já conhecíamos os trabalhos de todos, temos cds lançados por eles, somos amigos, houve contato por parte deles e por nossa parte, uma espécie de namoro mesmo, facilitou ainda mais o fato de sermos amigos, ou seja, só fomos alinhando as coisas. Sobre o Superfuzz, é mais simples ainda: Gostamos e muito do nosso último trabalho gravado por lá e sinceramente, não tem lugar melhor no RJ para fazer este novo disco. É a nossa casa, nos sentimentos a vontade e isso tudo em uma gravação influência.

MD - Existia algum medo sobre este projeto?
DANIEL - Medo até tem, mas se não tentarmos, nunca saberemos se dará certo ou não.

MD - A divulgação alcançou as margens esperada?
DANIEL - Sim, estamos divulgando e muito bem. Tanto pelo facebook como nos shows (estamos levando flyers xerocados para distribuir pra galera).

MD - Baseado na expectativa, como acham que o projeto foi recebido?
DANIEL - O projeto foi recebido e muito bem pelos nossos amigos, não houve rejeição, pelo contrário, eles nos deram mais força ainda para seguir nessa luta. Inclusive, no último sábado tocamos em Mogi das Cruzes (SP) e tinha um moleque divulgando o projeto numa folha A4 que ele mesmo imprimiu e recortou pra galera da cidade, uma tremenda de uma iniciativa.

MD - Faltam poucos dias para o dealine do projeto e ainda estão na metade do caminho, bate um receio?
DANIEL - Não faltam poucos dias, ainda temos 32 dias até o fim do projeto, até agora conseguimos quase 50 % do valor, e para uma banda independente de hardcore que não toca em rádio, não aparece em tv, é uma vitória e tanto. É só analisar a situação melhor, não é difícil. Aqui as coisas funcionam devagar e sempre, e dessa vez não será diferente. Enfim, já conseguimos MUITO até aqui, e não, não estamos desesperados.

MD - Se não alcançarem o valor estimado, existe um plano B?
DANIEL - Plano B ? Google - Banco do Brasil, Santander, Itaú - Empréstimos.

MD - Além da venda antecipada pela internet, existe algum projeto para ajudar a levantar essa grana?
DANIEL - Sim, fechamos uma data para um show especial aqui no RJ para arrecadar grana para o projeto, anunciaremos ainda nesta semana.

MD - Pra finalizar, falando de concretização, qual pensamento se cria com o lançamento e as vendas alcançadas baseado num projeto construído numa cidade onde o rock tem pouco espaço e a cena underground é bem devagar?
DANIEL - Cara, o nosso lance com Catarse/Financiamento Coletivo, é aproximar ainda mais a galera que gosta da banda. Não temos fãs, temos amigos espalhados pelo Brasil inteiro, até fora, e essa confiança deles em nós é o que faz a gente continuar vivo por aqui, correndo sempre atrás das coisas. Se a nossa cidade é mais devagar que as outras, cabe a nós (público e banda) melhoramos isso em conjunto. Não adianta ficar se lamentando por aqui não. Hoje, se temos algum mínimo de público em show no RJ é porque a gente ralou pra caralho por isso, ou seja, nada vem assim tão fácil. Se ta ruim, vamos melhorar, individualmente ou coletivamente, o importante é fazer !

MD - É isso ae! Obrigado Daniel pelo papo! Muita sorte e sucesso pra vocês.

Quem quiser conhecer o projeto e ajudar os caras que estão na correria (ajuda ae), basta acessar o site http://catarse.me/pt/plasticfire

Mais infos sobre a banda no:
http://plasticfire.bandsamp.com/

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